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sábado, 25 de fevereiro de 2012

Nice opportunity

Work at home - Freedomhttp://yggdrassil.org/easywork.php?zygoogleid=x2q1

quarta-feira, 26 de janeiro de 2011

Protestos no Cairo

Nesta quarta, voltando de um jantar excelente, com amigos, à beira do Nilo, entrei na Internet e me deparei com fotos e notícias sobre a situação aqui no Cairo. Como sempre - sem que isto seja uma crítica - o recorte faz a situação parecer maior do que é na verdade.

O clima por aqui é essencialmente tranquilo. Ontem, apenas, tivemos as aulas canceladas na Escola de Árabe, porque já estavam todos esperando pelo que está acontecendo: manifestantes ocupando ruas (especialmente no centro / "Downtown") e carros e mais carros da faminta tropa de choque (talvez eles ganhem um pouco mais do que os 175 reais mensais que recebe um policial comum) posicionados em cada esquina.

Resultado: nada disso impediu que tivéssemos provas finais esta manhã, que eu e um grupo de amigos estrangeiros (um suíço, uma dinamarquesa, dois americanos e, sim, uma brasileira) fôssemos ao centenário mercadão do Khan el-Khalili para fazermos as últimas compras antes de embarcarmos de volta a nossos países.

No meio do caminho, porém, nosso táxi foi surpreendido por uma manifestação em frente ao Sindicato dos Jornalistas do Egito. Passamos a tempo de ver, pelo retrovisor, a tropa de choque chegando para mais um confronto... (estas são as fotos que eu consegui tirar com o celular) nada que representasse um perigo para quem, como nós, acompanha por dentro uma situação que enxerga de fora.


quinta-feira, 23 de dezembro de 2010

Open Letter to the Latin Patriarche Latin of Jerusalem

Jerusalem, December 23rd 2010

Dear Sirs,

Sorry for any inconvenience such letter could bring upon our souls during these days of joy, in Christmas celebration.

Unfortunately, a greater inconvenient was met by me arriving in the Holy Land - exactly at the Latin Patriarchate Street, where Vatican flags express a welcome to the catholic visitants, but also where no hope of order could be found in the Patriarchate offices.

You can see by the e-mails above that I have tried with no success to get an answer from His Beatitude Fouad Twal secretaries about a request to attend the Holy midnight Mass at the Nativity / St. Catherine Church. These requests were done through Dona Isabel I Institute, an institution renowned in Brazil by its works for the preservation of traditions, it proximity to Catholic Hierarchy and its defense of anti-slavery acts. There I serve as counselor, meanwhile I try to live my parishioner life in my daily work as journalist of the Brazilian major - and 4th in the world - TV broadcaster.

Sirs, as an young Arabic descendant, devoted Catholic (converted from the Baptist Protestant Church, three years ago, when I had my life transformed by the personal meeting with Our Lord Jesus in the Holy Communion), I had to share with you this letter as an extra-official complaint about the lack of order I met in these not-answered e-mails and in the personal contact I have made in the Patriarchate offices.

I have come to Jerusalem - even with no answer - in my route to Egypt, where I am going to stay for a full month dedicated to studies of the Arabic Language. Here, I am not only a pilgrim - who, definitely have to be no improper advantage over the thousands of others - traveling with his family, that is my mother and my aunt who I brought to the Holy Land in a attempt to convert them, still protestants, and introduce them to the wonder I met in Our Church, in Places where we can feel the strength of the Holiness, as Rome. The harder think is that I am here as journalist of the most important media company of the biggest Catholic country in the world, my beloved Brazil, where evangelicals have been more efficient than we, Catholics, in this hard mission of "communicate".

That is the reason why I have looked for and got the support of my Archbishop, Dom Orani João Tempesta (O.Cist.), also a journalist, to make an well referenced contact with the Patriarchate. But, once again, unfortunately, I could find no credentials for journalists with the Patriarchate secretaries (the Patriarch secretary, himself, I could not meet, even going personally three times to the Latin Patriarchate offices). Actually that is indeed not clear how a journalist or even a pilgrim could be "

Well, my dears. Tomorrow, during the Holy celebration of the Christmas Mass, wherever I can find a place to attend it in Jerusalem, I will be praying for our Church, for its members and officials. Praying for the improvement of our organization and the effects of our communications.

In Christ and the Virgin Mary, yours faithfully,

Thyago Mathias
mathiasts@yahoo.com
(21) 9793-3962

--- On Mon, 11/29/10, Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora <idisabel@idisabel.org.br> wrote:


From: Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora <idisabel@idisabel.org.br>
Subject: ENC: Au Secretariat de Sa Beatitude le Patriarche Latin de Jerusalem
To: "Conde D. Agostino Borromeo (Vaticano)" <gov@oessh.va>
Date: Monday, November 29, 2010, 1:12 PM

Nous envoyons ce message au gouvernement de l´Ordre du Saint Sepulcre, dans l´espoir que vous pouvez aider notre Institut avec le contact de Sa Béatitude, une fois que son sécrétariat ne nous répond pas...

 

Nous vous remercions d´avance!

 

Respecteusement,

 

BRUNO DE CERQUEIRA

Gestor

www.idisabel.org.br

(21) 2558-2950 / 9531-2591

Skype: brunodecerqueira

 

 


De: Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora [mailto:idisabel@idisabel.org.br]
Enviada em: segunda-feira, 22 de novembro de 2010 14:14
Para: Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel); Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel)
Cc: D. Orani João Tempesta OCist (RJ)
Assunto: ENC: Au Secretariat de Sa Beatitude le Patriarche Latin de Jerusalem
Prioridade: Alta

 


De: Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora [mailto:idisabel@idisabel.org.br]
Enviada em: sábado, 30 de outubro de 2010 15:33
Para: Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel); Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel)
Assunto: ENC: Au Secretariat de Sa Beatitude le Patriarche Latin de Jerusalem
Prioridade: Alta

 


De: Instituto Cultural D. Isabel I a Redentora [mailto:idisabel@idisabel.org.br]
Enviada em: sexta-feira, 15 de outubro de 2010 13:17
Para: Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel) (secretary2@latinpat.org); Patriarcat Latin de Jerusalem (Israel) (medialpj@latinpat.org)
Cc: Pe. Lincoln de Almeida Gonçalves ( RJ) (lagprimeiro@uol.com.br)
Assunto: Au Secretariat de Sa Beatitude le Patriarche Latin de Jerusalem
Prioridade: Alta

 

 

INSTITUTO DONA ISABEL I

CNPJ: 05.874.977/0001-51

Rua dos Andradas, 29 / 701

20.051-001 RIO DE JANEIRO – RJ

WWW.IDISABEL.ORG.BR

 

 

Rio de Janeiro, le 15 Octobre 2010.

 

 

 

Au Sécrétariat de

Sa Béatitude Monseigneur Fouad Twal,

Archevêque Patriarche Latin de Jérusalem

Israël

 

 

 

Chers Messieurs,

 

 

Dans l´espérance en Dieu et la Sainte Virge du bien-être de vous tous, nous adressons ce message pour vous demander la faveur d´informer à cet Institut un numéro de FAX du cabinet de Sa Béatitude.

 

Ce matin, le Conseilleur-Président de l´Institut Dona Isabel Ière, Madame Laila Vils, le Conseilleur Thyago Mathias et moi-même, ont été reçus en audience privée par Son Excellence Révérendissime Dom Orani João Tempesta Ocist, Archevêque et Métropolite de Rio de Janeiro. Il a réçu le titre de Membre Honoraire de notre Institut.

 

Nous avons demandé à Son Excellence la gentillesse d´écrire un bref message de sollicitation à Sa Béatitude pour que le Conseilleur Thyago Mathias et ses mère et tante, Madame Rita de Cassia Silva Mathias et Madame Catia da Cruz Silva Luna, soient présents à la Sainte Messe de Noël célébrée par Monseigneur Fouad Twal, à la Basilique de la Nativité à Bethléem.

 

Le Conseilleur Thyago Mathias est un jeune journaliste et travaille à TV Globo — la première chaîne de télé au Brésil —, section Globo Universidade (http://globouniversidade.globo.com/) et sera en vacances à la Terre Sainte les proches Décembre et Janvier.

 

Nous vous remercions beaucoup d´avance pour l´attention à notre humble requête.

 

In Jesu et Mariae,

 

Bruno da Silva Antunes de Cerqueira

Conseilleur-Administrateur de l´Institut

 (55 21) 2558-2950

Enfim, a Terra Prometida

domingo, 12 de dezembro de 2010

Lançamento do #livro "Na Senda das Noites" e palestra com Mamede Mustafa Jarouche, tradutor de "As Mil e Uma Noites" #USP

Comecei a ler, na semana passada, o primeiro livro de "As mil e uma noites", com tradução de Mamede Mustafa Jarouche, a primeira feita diretamente do árabe para o português, publicada pela Editora Globo.

Por mais que a gente já conheça, quase que como parte de um inconsciente coletivo, as histórias que Sherazade conta ao sultão - entre elas, Ali-Babá e os 40 ladrões, Aladdin e lâmpada maravilhosa e O marinheiro Simbad -, estou empolgado com a leitura fácil, prazerosa e enriquecedora do livro. Há muitas outras noites e muitas outras histórias sobre as quais pouco ouvimos falar. Mesmo as conhecidas reservam detalhes que ficaram perdidos em outras traduções e versões do livro.

Como eu me tornei um fã do trabalho de Mamede Jarouche, não podia deixar de passar adiante este convite que recebi, para palestra dele, no dia 16/12, na livraria da Vila - Fradique, em São Paulo. Ele vai falar sobre o livro Na senda das noites, que vai ser lançado nesse dia pela Editora Globo.

Este livro de Christiane Damien se debruça sobre a importância do trabalho de Jean-Antoine Galland, orientalista francês tido como introdutor do Livro das Mil e Uma Noites na cultura ocidental, para a obra do escritor francês Charles Nodier. Centrando-se num dos contos desse autor, “Os Quatro Talismãs”, ela esmiúça os elementos que apresentam analogia com o Livro das Mil e Uma Noites e vai muito além da simples comparação entre as obr as, desenhando todo um conjunto de relações interiores e exteriores a ambos os textos. Ou seja, é mais uma sugestão do que promete ser uma excelente leitura para quem se interessa pela cultura árabe.


sábado, 6 de novembro de 2010

Megaestádios do Qatar para a #Copa de 2022 #Arquitetura #ArabWorld #futebol

Hoje, pela newsletter do ICÁrabe, acabei conhecendo um site brasileiro muito interessante - e desde já recomendado - sobre o mundo e a cultura árabes: o portal Arabesq, que traz notícias, informações, imagens e músicas dos países árabes. É uma versão profissionalizada e muito mais organizada do que me proponho com este posterous, com a diferença que, a partir de 21 de dezembro, este espaço vai se transformar em diário online da minha expedição ao Oriente Médio.

Enfim, no Arabesq, acabei encontrando um vídeo que procurava há algum tempo. Trata-se da apresentação do Qatar em sua candidatura para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2022. Deem uma olhada:

Gostei de alguns projetos, especialmente do Al-Khor (que imita uma concha e se abre para o Golfo Pérsico), mas me questiono sobre o exagero e a cafonice de alguns outros (sobretudo o do complexo de Al-Wakrah, que se inspira em óasis do deserto, mas se perde numa mistura esquisita de shopping-center com jardins suspensos)... enfim, além de tudo, acho cansativa a tendência arquitetônica de busca inspiração em formas da natureza para tudo.

Não duvido e também torço para que o Qatar (país com a maior renda per capita do mundo) consiga sediar essa Copa. Até lá, porém, veremos espalhados pelo mundo um exército de estádios-monumento vazios e sem propósito.


terça-feira, 2 de novembro de 2010

A perseguição aos árabes não-islâmicos no #Iraque #arabworld #catolicos #finados #cristianofobia

Em postagens anteriores, comentei o processo de cristianofobia no mundo islâmico e como ser árabe não significa, necessariamente, ser muçulmano. Pois bem, mal o assunto foi abordado, mal o Papa Bento XVI encerreu um sínodo (uma reunião consultiva da Igreja) com bispos do Oriente-Médio para tratar da perseguição aos cristãos naquelas terras, passamos, do domingo até hoje, à chacina de 40 cristãos católicos, de rito siríaco, em uma igreja de Bagdá.

No que me parece um claro martírio (a morte por professar sua fé), o padre Taher Saadallah Boutros foi o primeiro a ser morto, já no domingo durante a missa, quando terroristas do grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado à Al Qaeda, invadiram a igreja de Nossa Senhora do Socorro e fizeram mais de 100 reféns.

Numa ação completamente desastrada, o Governo iraquiano decidiu invadir a igreja, nesta segunda-feira de Finados, e precipitou a morte dos fieis, além de sete agentes de polícia e cinco dos sequestradores. Foram 52 mortos, no total.

Os cristãos do Iraque pertencem a denominações de tempos bíblicos, como os caldeus e os assírios. Antes da guerra de 2003, havia cerca de 1 milhão de cristãos no país, agora são quase metade disso, como consequência das perseguições de grupos muçulmanos que em nada lembram os tempos de tolerância e convívio estabelecidos nos califados da primavera islâmica. Na Bagdá (que significa "Casa do Conhecimento") antiga, berço da primeira universidade do mundo, bem como no reinado de Saladino sobre a Terra Santa e na Andaluzia moura, a convivência e a troca de conhecimento entre muçulmanos, cristãos (necessariamente, católicos) e judeus dava-se de forma pacífica e proveitosa para todos.

Já em 2008, os ataques contra cristãos de diversos ritos custaram a vida de 40 pessoas e provocaram umêxodo na cidade iraquiana de Mosul. A nova Constituição do país reconhece os direitos de culto e ensino, mas estabelece também que "nenhuma lei poderá ir contra as regras do Islã". Ainda que a presença dos cristão seja muito anterior a dos muçulmanos, eles ficaram expostos aos defensores da jihad, que os consideram simpatizantes do Ocidente.

No início do ano, conheci uma professora da Universidade Nova York (NYU) que é judia iraquiana. Nasceu no Iraque, mas foi expulsa de lá com a família ainda criança. Em Israel, também sofreu com o preconceito de judeus de origem europeia, por ser uma judia de origem árabe. Enfim, uma história de perseguição por todos os lados, que merece ter fim. Mas isto é assunto pra outra postagem.

O insustentável peso de #Dubai #sustentabilidade #arabworld #urbanismo #meioambiente

Reproduzido da VejaOnline

O horizonte em Dubai é o mais brilhante de todo o Oriente Médio. Mas em terra firme, os problemas ambientais causados na cidade que foi rapidamente construída sobre a areia não têm nenhum glamour. Nos últimos anos, turistas têm se deparado com detritos na porção de Dubai do Golfo Pérsico. Dessalinizar água do mar para abastecer torneiras, propriedades irrigadas e fontes está aumentando a concentração de salinidade. Ainda que sobre vastas reservas de óleo, a região está ficando sem fontes de energia para sustentar seu pomposo estilo de vida.

Coisas básicas - como o tratamento de resíduos e fornecimento de água limpa - somadas aos inúmeros projetos industriais demandam tanta energia elétrica que a região está a caminho de um futuro nuclear, levantando questionamentos sobre riscos, tanto políticos quanto ambientais, sobre o fato de depender de uma tecnologia vulnerável a acidentes e ataques terroristas. Deslumbrados com a rápida urbanização de Dubai, outros países na região do Golfo tentam seguir seu modelo enquanto se preparam para o grande estouro populacional que está por vir nos próximos dez anos.

Mas além de seus arranha-céus e pistas artificiais de esqui, Dubai traz uma narrativa alarmante sobre os perigos por trás da construção de supermetrópoles no deserto. "O crescimento tem sido intenso, mas as pessoas esquecem do meio ambiente," diz Jean Francois Seznec, especialista em Oriente Médio e professor da Universidade Georgetown, em Washington. "A postura era a de que os negócios sempre vinham em primeiro lugar. Mas agora eles estão percebendo o aumento dos problemas, e descobriram que precisam ser mais cautelosos."

Assim como uma versão oriental de Las Vegas, o maior desafio de Dubai é a obtenção de água - que é encontrada em toda parte, mas, no Golfo, só é própria para consumo com a ajuda de grandes usinas de dessalinização. São elas que produzem as emissões de dióxido de carbono que tornaram os Emirados Árabes Unidos um dos países que mais emitem carbono do mundo. As usinas geram ainda uma enorme quantidade de sedimentos que são bombeados de volta ao oceano.

No limite - Para saciar a sede, os Emirados Árabes dessalinizam o equivalente a 4 bilhões de garrafas de água por dia. Mas sua fonte é escassa: a região tem em média um suprimento de água estimado para apenas quatro dias. Essa margem de escassez é ainda mais reduzida pelo consumo notório de ícones da construção civil, a exemplo do Burj Khalifa, considerado o prédio mais alto do mundo, e que sozinho consome o equivalente a quantidade de água em 20 piscinas olímpicas por dia para manter-se com temperatura amena em meio ao deserto.

Os níveis de de salinidade do golfo aumentaram de 32.000 para 47.000 partes por milhão em 30 anos. Esse número é suficiente, afirma Christophe Tourenq, pesquisador do World Wildlife Fund em Dubai, para ameaçar mangues, a fauna e a vida marinha local. O rápido crescimento causou também outros tipos de problemas ambientais, incluindo o tratamento dos detritos que tem feito um esforço imenso para acompanhar todo esse desenvolvimento. Até agosto, a única unidade de tratamento de dejetos de Dubai foi forçada a manejar 480.000 metros cúbicos de água com detritos diariamente, quase o dobro de sua capacidade total.

Alguns dos 4.000 motoristas dos carros tanques que transportam dejetos diariamente de Dubai até a usina simplesmente desaguavam o carregamento nas linhas de esgoto do elegante bairro de Jumeriah, poluindo lugares como o Dubai Offshore Sailing Club, onde manchas negras ainda são vistas em rochas próximas à marina, denunciando o derramamento de esgoto. Enquanto isso, centenas de arranha-céus tiveram de repensar suas prioridades e soluções em relação ao consumo e obtenção água e gasto de eletricidade; padrões e normas ambientais raramente são postos em prática na construção civil.

Florestas no deserto - Autoridades afirmam que o ritmo de crescimento desenfreado tem sobrecarregado as fontes de recursos naturais. Muitos dos esforços para suprir a demanda dos próximos vinte anos têm aumentado os desafios de proteção ambiental, disse Majid Al Mansouri, secretário geral da Agência Ambiental de Abu Dhabi. "Mesmo superando uma grande parte dos desafios, reconhecemos que ainda resta muito trabalho a ser feito." A sustentabilidade é um assunto muito debatido por aqui, e a capital Abu Dhabi tem sido a maior encarregada pelos erros ocorridos em Dubai.

Para enfrentar o problema de água, Abu Dhabi montou um sistema de monitoramento de água subterrânea e está conseguindo reutilizá-la para irrigar propriedades e florestas no deserto. A cidade começou uma campanha de conscientização. No mês passado, governo aprovou o início da construção do primeiro reservatório de água dos Emirados Árabes Unidos, com capacidade para estocar água para abastecimento durante um mês. O governo também passou a exigir que novas construções sejam projetadas utilizando os padrões ocidentais de redução de impacto ambiental no tocante ao consumo de água e energia.

A ameaça do esgoto diminuiu desde que Dubai inaugurou parte da nova estação de tratamento de água no meio deste ano, duplicando a capacidade de tratamento nos Emirados Árabes. Além disso, após a crise financeira que atingiu Dubai, cerca de 400.000 trabalhadores migrantes deixaram o país, reduzindo a demanda das usinas de tratamento, que atualmente operam em capacidade máxima. Mas até mesmo estas soluções enfrentam dificuldades. "Muitas coisas boas vêm acontecendo," conta Mohammed Raouf, diretor ambiental do Gulf Research Center. "Mas ao mesmo tempo, com todas as leis ambientais, estratégias e planos de sustentabilidade, nem tudo tem sido aplicado."

Futuro nuclear - Ambientalistas afirmam que ainda existem denúncias do despejo de dejetos na rede de esgoto do deserto. E enquanto o governo tenta abordar os problemas da água e dos detritos, Dubai e Abu Dhabi aguardam ansiosamente a nova leva de moradores que chegará na próxima década, implicando uma nova demanda por água tratada, saneamento e eletricidade. Grandes projetos industriais, a exemplo da fundição do alumínio e produção de aço, que exigem fontes grandes e estáveis de eletricidade, sobrecarregam a capacidade de energia dos Emirados Árabes. Muitos desses projetos são de produção para exportação que complementam os negócios petrolíferos do país e também são utilizados na implementação de infraestrutura.

No entanto, eles são abastecidos com gás natural do Catar, com capacidade para suprir apenas a região. Alternativas como a energia solar e eólica, dentre tantas outras soluções como o uso do carvão, acabam não sendo viáveis por causa de desafios de transporte e fornecimento. Como resultado, os Emirados estão pensando em utilizar energia nuclear como a principal fonte energética. Em dezembro, os Emirados Árabes assinaram um acordo com Washington para permitir a construção de usinas nucleares que não fazem uso ou reprocessam urânio. Abu Dhabi estima construir cerca de quatro usinas até 2017 e conseguir gerar cerca de 23% da energia dos Emirados Árabes até 2020.

Arábia Saudita, Kuwait, Catar, Banhein e Egito também estudam o uso da energia nuclear. "Nós vemos a energia nuclear como um fator importante para o desenvolvimento econômico e a diversidade estratégia dos Emirados Árabes," afirma Mohamed Al Hammadi, diretor executivo da Emirates Nuclear Energy Corp. "A energia nuclear fornece energia 24 horas, sete dias por semana, um ano inteiro, então é uma solução compatível." Entretanto, sob a ótica da sustentabilidade, o uso da energia nuclear não faz muito sentido, argumenta o especialista ambiental Raouf.

Ainda que produza energia limpa, ela "não pode ser renovável, há um grande problema com o gasto, e a provisão de urânio está prestes a sumir dentro de 40 ou 50 anos", diz ele. "É pouco lógico, ao menos que você realmente queira usá-la por razões políticas ou de segurança." Al Hammadi, que trabalha junto às autoridades para descobrir novas formas de aumentar a oferta de energia dos Emirados Árabes, afirma que a tecnologia nuclear implementada é "um modelo seguro e tranquilo". Ainda assim, ambientalistas temem que o governo esteja perseguindo um modelo de desenvolvimento econômico de maneira confusa. "O que o país nos mostrou," conta Raouf, "é que se não trabalharmos com a sustentabilidade, podemos até conseguir lucro de forma mais rápida, mas vamos ter de encarar muitos riscos".

sábado, 23 de outubro de 2010

Fashionista Terrorista #arte #Isla #arabworld #exposicao #ccbb

Composição de Laila Shawa, na mostra "Miragens", de arte contemporânea do mundo islâmico, em cartaz no CCBB do Rio.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010

Catadores do Cairo usam o lixo para conseguir luz e água quente #sustentabilidade #arabes #Egito

Da Revista Exame

Cairo - Eles vivem com menos de um dólar por dia, não têm emprego nem comida e às vezes sequer água ou eletricidade e, no entanto, construíram em seus tetos tecnologia sustentável de primeira qualidade com a única coisa que têm de sobra: o lixo.

Alguns moradores da comunidade de Zabbaleen ("catadores de lixo", em árabe) construíram aquecedores solares com materiais recicláveis que proporcionam a eles água limpa e quente.

Assim, para os habitantes deste bairro, tornou-se coisa do passado aquecer água na estufa ou com querosene, que anualmente causam a morte de 30 pessoas por acidentes.

O autor intelectual - e principal executor - dessa ideia é o cientista americano Thomas Culhane, apaixonado pela criação de cidades sustentáveis, que se mudou para a favela do Cairo há quatro anos para iniciar o projeto.

"Preparamos eco-comunidades que possam produzir soluções de água, energia, resíduos sólidos e que as pessoas sintam isso em seus ossos e mãos, que o vivam todos os dias", enfatiza Culhane à Agência Efe.

A missão de sua ONG, Solar Cities, se limita a diminuir as despesas em energia e resíduos nas áreas dos lares que mais os produzem - banheiros e cozinhas.

A tecnologia é tão simples que até "uma criança de dois anos pode fazê-lo. Com a ajuda do pai, claro", ressalta Culhane, enquanto olha a foto de seu filho com uma chave de fenda na mão.

As 17 placas solares já instaladas no bairro, construídas com canos de ferro e chapas de alumínio de latas recicladas, aquecem a água que percorre os canos e a enviam a um tanque conectado com mangueiras e válvulas, também extraídas do lixo.

Um efeito de sifão faz com que a água quente se acumule no alto do tanque e que a água fria saia por baixo para entrar novamente no coletor solar.

"Não é uma tecnologia que veio de mim, mas saiu da própria comunidade. Carpinteiros, encanadores, eletricistas, soldadores e artesãos. Todos cooperaram com ideias", explica o físico.

O benefício é que, com um só dia de "bom sol" - coisa que não falta no Cairo ao longo do ano -, uma família pode ter 200 litros de água quente sem gastar um só centavo.

O projeto na comunidade de Zabbaleen, onde vivem cerca de 50 mil pessoas entre montanhas de lixo, não termina por aí, já que em alguns lares também foram construídos sistemas que permitem obter gás a partir da decomposição dos resíduos orgânicos.

"O maior problema das cidades é o lixo orgânico", ressalta Culhane. No entanto, segundo ele, com esses biodigestores, os resíduos desaparecem, "evitando odores, doenças e ratos".

"É ótimo que as pessoas falem da mudança climática e de controlar seus efeitos, mas com isso nós estamos salvando vidas", argumenta Culhane, ao dar o exemplo de seu principal colaborador, Hanna Fathy, cuja sobrinha de um ano de idade foi devorada pelos ratos.

A casa de Fathy - um egípcio de 27 anos -, localizada na comunidade Zabbaleen, na zona de Manshiyat Nasser, pode ser comparada aos lares sustentáveis dos países mais desenvolvidos.

Com seu sistema de aquecedores solares, a família tem água quente todos os dias. O biodigestor proporciona uma hora de gás ou 45 minutos de eletricidade. Além disso, a família se dá o luxo de ouvir música na rádio.

"Gosto de mostrar às pessoas todos os benefícios que o sol pode nos dar com uma tecnologia barata que eles mesmos podem construir", afirma Fathy, que vive dos chamados "tours solares", oferecido pela Solar Cities em seu site ("solarcities.blogspot.com").

Para Culhane, o Egito tem "os profissionais, os recursos e a criatividade" para resolver suas principais necessidades. "Só é preciso que comecemos a mudar de mentalidade".

E ele promove essa mudança de uma maneira mais que original. Com seu violão solar e suas próprias composições, Culhane faz os Zabbaleen cantarem músicas pegajosas: "É hora de mudar o biogás!" 

domingo, 17 de outubro de 2010

Do Sínodo chega um não à Cristianofobia e Islamofobia no #OrienteMedio #Árabes

Da Radio Vaticana, em português, sobre o Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, conclamado pelo Papa Bento XVI para abordar a perseguição aos cristãos no Oriente Próximo, da Turquia ao Iraque. Vale acompanhar!

O diálogo ecuménico e interreligioso estiveram esta sexta feira no centro dos trabalhos do sínodo para o Médio Oriente que decorre no Vaticano sobre o tema da comunhão e do testemunho. Na presença de Bento XVI auditores e delegados fraternos fizeram as suas intervenções .
Agir juntos para o bem dos cristãos no Médio Oriente na óptica de uma Igreja universal baseada na Eucaristia, unificar a celebração da Páscoa, instituir uma festa dos mártires do Oriente.

A página do diálogo ecumênico do Sínodo é ampla e articulada: olha para o fim do conflito entre Israelitas e palestinianos para levar a paz à região. Mas que "o diálogo seja efectuado também em forma interreligiosa", pedem os bispos, recordando que país islâmico não significa, automaticamente país terrorista. Neste contesto a aula sinodal sugere que se promova uma resolução da ONU sobre a liberdade religiosa que tutele, tanto da Cristianofobia como da Islamofobia, porque não se deve ser tímidos na defesa do direito de professar a própria fé, assim como não se deve usar a religião para justificar guerras de interesse político e econômico.

As experiencias do diálogo entre as religiões são referidas também pelos auditores do Sínodo, Movimento dos Focolares, Caminho Neocatecumenal e Comunidade de Santo Egídio que reafirmam a importância da presença cristã nos países islâmicos, o seu trabalho na promoção da paz e da unidade. Vital é também a colaboração com os leigos e a necessidade de oferecer às mulheres e aos deficientes a possibilidade de descobrir a própria missão na Igreja e no mundo e educar os jovens à abertura e à aceitação dos outros. Para isso pode ser útil relançar a literatura árabe-cristã.

O olhar do Sínodo alargou-se depois ao drama horrível dos cristãos no Iraque: existe uma campanha deliberada para os expulsar do país, dizem os bispos, a comunidade internacional não pode ficar em silêncio. E o silêncio não deve descer tão pouco sobre a situação dificil da Igreja na Turquia, às vezes ignorada e em perigo de sobrevivência . A sua historia , afirmam os padres sinodais foi escrita também com o sangue de vitimas como D. luís Padovese, Vigário apostólico da Anatólia , morto premeditadamente em junto passado, pelos mesmos poderes indicados como responsáveis da morte do Padre André Santoro e do jornalista arménio Dink.

Vídeo de divulgação do Sínodo

 

Entrevistas com os prelados participantes sobre as expectativas do encontro