sábado, 25 de fevereiro de 2012
sexta-feira, 10 de junho de 2011
quarta-feira, 6 de abril de 2011
quarta-feira, 23 de março de 2011
quarta-feira, 26 de janeiro de 2011
Protestos no Cairo
| Nesta quarta, voltando de um jantar excelente, com amigos, à beira do Nilo, entrei na Internet e me deparei com fotos e notícias sobre a situação aqui no Cairo. Como sempre - sem que isto seja uma crítica - o recorte faz a situação parecer maior do que é na verdade.O clima por aqui é essencialmente tranquilo. Ontem, apenas, tivemos as aulas canceladas na Escola de Árabe, porque já estavam todos esperando pelo que está acontecendo: manifestantes ocupando ruas (especialmente no centro / "Downtown") e carros e mais carros da faminta tropa de choque (talvez eles ganhem um pouco mais do que os 175 reais mensais que recebe um policial comum) posicionados em cada esquina.Resultado: nada disso impediu que tivéssemos provas finais esta manhã, que eu e um grupo de amigos estrangeiros (um suíço, uma dinamarquesa, dois americanos e, sim, uma brasileira) fôssemos ao centenário mercadão do Khan el-Khalili para fazermos as últimas compras antes de embarcarmos de volta a nossos países.No meio do caminho, porém, nosso táxi foi surpreendido por uma manifestação em frente ao Sindicato dos Jornalistas do Egito. Passamos a tempo de ver, pelo retrovisor, a tropa de choque chegando para mais um confronto... (estas são as fotos que eu consegui tirar com o celular) nada que representasse um perigo para quem, como nós, acompanha por dentro uma situação que enxerga de fora. |
quinta-feira, 6 de janeiro de 2011
domingo, 26 de dezembro de 2010
sábado, 25 de dezembro de 2010
sexta-feira, 24 de dezembro de 2010
quinta-feira, 23 de dezembro de 2010
Open Letter to the Latin Patriarche Latin of Jerusalem
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domingo, 12 de dezembro de 2010
Lançamento do #livro "Na Senda das Noites" e palestra com Mamede Mustafa Jarouche, tradutor de "As Mil e Uma Noites" #USP
| Comecei a ler, na semana passada, o primeiro livro de "As mil e uma noites", com tradução de Mamede Mustafa Jarouche, a primeira feita diretamente do árabe para o português, publicada pela Editora Globo.Por mais que a gente já conheça, quase que como parte de um inconsciente coletivo, as histórias que Sherazade conta ao sultão - entre elas, Ali-Babá e os 40 ladrões, Aladdin e lâmpada maravilhosa e O marinheiro Simbad -, estou empolgado com a leitura fácil, prazerosa e enriquecedora do livro. Há muitas outras noites e muitas outras histórias sobre as quais pouco ouvimos falar. Mesmo as conhecidas reservam detalhes que ficaram perdidos em outras traduções e versões do livro.Como eu me tornei um fã do trabalho de Mamede Jarouche, não podia deixar de passar adiante este convite que recebi, para palestra dele, no dia 16/12, na livraria da Vila - Fradique, em São Paulo. Ele vai falar sobre o livro Na senda das noites, que vai ser lançado nesse dia pela Editora Globo.Este livro de Christiane Damien se debruça sobre a importância do trabalho de Jean-Antoine Galland, orientalista francês tido como introdutor do Livro das Mil e Uma Noites na cultura ocidental, para a obra do escritor francês Charles Nodier. Centrando-se num dos contos desse autor, “Os Quatro Talismãs”, ela esmiúça os elementos que apresentam analogia com o Livro das Mil e Uma Noites e vai muito além da simples comparação entre as obr as, desenhando todo um conjunto de relações interiores e exteriores a ambos os textos. Ou seja, é mais uma sugestão do que promete ser uma excelente leitura para quem se interessa pela cultura árabe. |
quinta-feira, 9 de dezembro de 2010
quarta-feira, 1 de dezembro de 2010
sábado, 6 de novembro de 2010
Megaestádios do Qatar para a #Copa de 2022 #Arquitetura #ArabWorld #futebol
Hoje, pela newsletter do ICÁrabe, acabei conhecendo um site brasileiro muito interessante - e desde já recomendado - sobre o mundo e a cultura árabes: o portal Arabesq, que traz notícias, informações, imagens e músicas dos países árabes. É uma versão profissionalizada e muito mais organizada do que me proponho com este posterous, com a diferença que, a partir de 21 de dezembro, este espaço vai se transformar em diário online da minha expedição ao Oriente Médio.
Enfim, no Arabesq, acabei encontrando um vídeo que procurava há algum tempo. Trata-se da apresentação do Qatar em sua candidatura para sediar a Copa do Mundo de Futebol de 2022. Deem uma olhada:
Gostei de alguns projetos, especialmente do Al-Khor (que imita uma concha e se abre para o Golfo Pérsico), mas me questiono sobre o exagero e a cafonice de alguns outros (sobretudo o do complexo de Al-Wakrah, que se inspira em óasis do deserto, mas se perde numa mistura esquisita de shopping-center com jardins suspensos)... enfim, além de tudo, acho cansativa a tendência arquitetônica de busca inspiração em formas da natureza para tudo.
Não duvido e também torço para que o Qatar (país com a maior renda per capita do mundo) consiga sediar essa Copa. Até lá, porém, veremos espalhados pelo mundo um exército de estádios-monumento vazios e sem propósito.
terça-feira, 2 de novembro de 2010
A perseguição aos árabes não-islâmicos no #Iraque #arabworld #catolicos #finados #cristianofobia
No que me parece um claro martírio (a morte por professar sua fé), o padre Taher Saadallah Boutros foi o primeiro a ser morto, já no domingo durante a missa, quando terroristas do grupo Estado Islâmico do Iraque, vinculado à Al Qaeda, invadiram a igreja de Nossa Senhora do Socorro e fizeram mais de 100 reféns.
Numa ação completamente desastrada, o Governo iraquiano decidiu invadir a igreja, nesta segunda-feira de Finados, e precipitou a morte dos fieis, além de sete agentes de polícia e cinco dos sequestradores. Foram 52 mortos, no total.
Os cristãos do Iraque pertencem a denominações de tempos bíblicos, como os caldeus e os assírios. Antes da guerra de 2003, havia cerca de 1 milhão de cristãos no país, agora são quase metade disso, como consequência das perseguições de grupos muçulmanos que em nada lembram os tempos de tolerância e convívio estabelecidos nos califados da primavera islâmica. Na Bagdá (que significa "Casa do Conhecimento") antiga, berço da primeira universidade do mundo, bem como no reinado de Saladino sobre a Terra Santa e na Andaluzia moura, a convivência e a troca de conhecimento entre muçulmanos, cristãos (necessariamente, católicos) e judeus dava-se de forma pacífica e proveitosa para todos.
Já em 2008, os ataques contra cristãos de diversos ritos custaram a vida de 40 pessoas e provocaram umêxodo na cidade iraquiana de Mosul. A nova Constituição do país reconhece os direitos de culto e ensino, mas estabelece também que "nenhuma lei poderá ir contra as regras do Islã". Ainda que a presença dos cristão seja muito anterior a dos muçulmanos, eles ficaram expostos aos defensores da jihad, que os consideram simpatizantes do Ocidente.
No início do ano, conheci uma professora da Universidade Nova York (NYU) que é judia iraquiana. Nasceu no Iraque, mas foi expulsa de lá com a família ainda criança. Em Israel, também sofreu com o preconceito de judeus de origem europeia, por ser uma judia de origem árabe. Enfim, uma história de perseguição por todos os lados, que merece ter fim. Mas isto é assunto pra outra postagem.
O insustentável peso de #Dubai #sustentabilidade #arabworld #urbanismo #meioambiente
Reproduzido da VejaOnline
O horizonte em Dubai é o mais brilhante de todo o Oriente Médio. Mas em terra firme, os problemas ambientais causados na cidade que foi rapidamente construída sobre a areia não têm nenhum glamour. Nos últimos anos, turistas têm se deparado com detritos na porção de Dubai do Golfo Pérsico. Dessalinizar água do mar para abastecer torneiras, propriedades irrigadas e fontes está aumentando a concentração de salinidade. Ainda que sobre vastas reservas de óleo, a região está ficando sem fontes de energia para sustentar seu pomposo estilo de vida.
sábado, 23 de outubro de 2010
Fashionista Terrorista #arte #Isla #arabworld #exposicao #ccbb
Composição de Laila Shawa, na mostra "Miragens", de arte contemporânea do mundo islâmico, em cartaz no CCBB do Rio.
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segunda-feira, 18 de outubro de 2010
Catadores do Cairo usam o lixo para conseguir luz e água quente #sustentabilidade #arabes #Egito
Cairo - Eles vivem com menos de um dólar por dia, não têm emprego nem comida e às vezes sequer água ou eletricidade e, no entanto, construíram em seus tetos tecnologia sustentável de primeira qualidade com a única coisa que têm de sobra: o lixo.
Alguns moradores da comunidade de Zabbaleen ("catadores de lixo", em árabe) construíram aquecedores solares com materiais recicláveis que proporcionam a eles água limpa e quente.
Assim, para os habitantes deste bairro, tornou-se coisa do passado aquecer água na estufa ou com querosene, que anualmente causam a morte de 30 pessoas por acidentes.
O autor intelectual - e principal executor - dessa ideia é o cientista americano Thomas Culhane, apaixonado pela criação de cidades sustentáveis, que se mudou para a favela do Cairo há quatro anos para iniciar o projeto.
"Preparamos eco-comunidades que possam produzir soluções de água, energia, resíduos sólidos e que as pessoas sintam isso em seus ossos e mãos, que o vivam todos os dias", enfatiza Culhane à Agência Efe.
A missão de sua ONG, Solar Cities, se limita a diminuir as despesas em energia e resíduos nas áreas dos lares que mais os produzem - banheiros e cozinhas.
A tecnologia é tão simples que até "uma criança de dois anos pode fazê-lo. Com a ajuda do pai, claro", ressalta Culhane, enquanto olha a foto de seu filho com uma chave de fenda na mão.
As 17 placas solares já instaladas no bairro, construídas com canos de ferro e chapas de alumínio de latas recicladas, aquecem a água que percorre os canos e a enviam a um tanque conectado com mangueiras e válvulas, também extraídas do lixo.
Um efeito de sifão faz com que a água quente se acumule no alto do tanque e que a água fria saia por baixo para entrar novamente no coletor solar.
"Não é uma tecnologia que veio de mim, mas saiu da própria comunidade. Carpinteiros, encanadores, eletricistas, soldadores e artesãos. Todos cooperaram com ideias", explica o físico.
O benefício é que, com um só dia de "bom sol" - coisa que não falta no Cairo ao longo do ano -, uma família pode ter 200 litros de água quente sem gastar um só centavo.
O projeto na comunidade de Zabbaleen, onde vivem cerca de 50 mil pessoas entre montanhas de lixo, não termina por aí, já que em alguns lares também foram construídos sistemas que permitem obter gás a partir da decomposição dos resíduos orgânicos.
"O maior problema das cidades é o lixo orgânico", ressalta Culhane. No entanto, segundo ele, com esses biodigestores, os resíduos desaparecem, "evitando odores, doenças e ratos".
"É ótimo que as pessoas falem da mudança climática e de controlar seus efeitos, mas com isso nós estamos salvando vidas", argumenta Culhane, ao dar o exemplo de seu principal colaborador, Hanna Fathy, cuja sobrinha de um ano de idade foi devorada pelos ratos.
A casa de Fathy - um egípcio de 27 anos -, localizada na comunidade Zabbaleen, na zona de Manshiyat Nasser, pode ser comparada aos lares sustentáveis dos países mais desenvolvidos.
Com seu sistema de aquecedores solares, a família tem água quente todos os dias. O biodigestor proporciona uma hora de gás ou 45 minutos de eletricidade. Além disso, a família se dá o luxo de ouvir música na rádio.
"Gosto de mostrar às pessoas todos os benefícios que o sol pode nos dar com uma tecnologia barata que eles mesmos podem construir", afirma Fathy, que vive dos chamados "tours solares", oferecido pela Solar Cities em seu site ("solarcities.blogspot.com").
Para Culhane, o Egito tem "os profissionais, os recursos e a criatividade" para resolver suas principais necessidades. "Só é preciso que comecemos a mudar de mentalidade".
E ele promove essa mudança de uma maneira mais que original. Com seu violão solar e suas próprias composições, Culhane faz os Zabbaleen cantarem músicas pegajosas: "É hora de mudar o biogás!"
domingo, 17 de outubro de 2010
Do Sínodo chega um não à Cristianofobia e Islamofobia no #OrienteMedio #Árabes
Da Radio Vaticana, em português, sobre o Sínodo dos Bispos para o Oriente Médio, conclamado pelo Papa Bento XVI para abordar a perseguição aos cristãos no Oriente Próximo, da Turquia ao Iraque. Vale acompanhar!
O diálogo ecuménico e interreligioso estiveram esta sexta feira no centro dos trabalhos do sínodo para o Médio Oriente que decorre no Vaticano sobre o tema da comunhão e do testemunho. Na presença de Bento XVI auditores e delegados fraternos fizeram as suas intervenções .
Agir juntos para o bem dos cristãos no Médio Oriente na óptica de uma Igreja universal baseada na Eucaristia, unificar a celebração da Páscoa, instituir uma festa dos mártires do Oriente.
A página do diálogo ecumênico do Sínodo é ampla e articulada: olha para o fim do conflito entre Israelitas e palestinianos para levar a paz à região. Mas que "o diálogo seja efectuado também em forma interreligiosa", pedem os bispos, recordando que país islâmico não significa, automaticamente país terrorista. Neste contesto a aula sinodal sugere que se promova uma resolução da ONU sobre a liberdade religiosa que tutele, tanto da Cristianofobia como da Islamofobia, porque não se deve ser tímidos na defesa do direito de professar a própria fé, assim como não se deve usar a religião para justificar guerras de interesse político e econômico.
As experiencias do diálogo entre as religiões são referidas também pelos auditores do Sínodo, Movimento dos Focolares, Caminho Neocatecumenal e Comunidade de Santo Egídio que reafirmam a importância da presença cristã nos países islâmicos, o seu trabalho na promoção da paz e da unidade. Vital é também a colaboração com os leigos e a necessidade de oferecer às mulheres e aos deficientes a possibilidade de descobrir a própria missão na Igreja e no mundo e educar os jovens à abertura e à aceitação dos outros. Para isso pode ser útil relançar a literatura árabe-cristã.
O olhar do Sínodo alargou-se depois ao drama horrível dos cristãos no Iraque: existe uma campanha deliberada para os expulsar do país, dizem os bispos, a comunidade internacional não pode ficar em silêncio. E o silêncio não deve descer tão pouco sobre a situação dificil da Igreja na Turquia, às vezes ignorada e em perigo de sobrevivência . A sua historia , afirmam os padres sinodais foi escrita também com o sangue de vitimas como D. luís Padovese, Vigário apostólico da Anatólia , morto premeditadamente em junto passado, pelos mesmos poderes indicados como responsáveis da morte do Padre André Santoro e do jornalista arménio Dink.
Vídeo de divulgação do Sínodo
Entrevistas com os prelados participantes sobre as expectativas do encontro